760 quilômetros de ciclovias construídas na área metropolitana. Mais de 25% do lixo reciclado. Garis ganhando entre 5 e 8 mil reais. Moradores fiscalizando uns aos outros e garantindo que os resíduos sólidos sejam desprezados corretamente. Não cumpriu o combinado? Multa. Eis um pouquinho do que acontece em Estocolmo, escolhida pela União Europeia como sua capital verde, como uma maneira de estimular outras cidades e países a seguirem o exemplo sueco e aproveitarem o que já foi aprendido por lá.
Tantos avanços e números que colocam Estocolmo muito à frente de outras grandes cidades do mundo quando o assunto é meio ambiente se devem a uma política de planejamento urbano de médio e longo prazo, e ao envolvimento de toda a população no cuidado do espaço público. É claro que a educação dos cidadãos para uma consciência coletiva e ambiental não foi construída de uma hora pra outra e muito menos sem polêmica. Grande parte da aderência da população ao modelo de vida mais sustentável foi conseguida através da instituição de multas e taxas. Quem quiser circular no centro da cidade, por exemplo, tem que pagar uma quantia equivalente a R$4,50. Rendeu muita polêmica no início mas, diante dos resultados visíveis a todos os que vivem e circulam por Estocolmo e que já podem usufruir de um trânsito mais leve, a restrição é, hoje, apoiada pela maior parte das pessoas (cerca de 70%).
E quando a expansão equilibrada do espaço urbano é problema de canto a canto do mundo, 95% dos habitantes de Estocolmo podem se dar ao luxo de dizer que moram a apenas 300 metros de alguma área verde. São mais de 800 mil habitantes. Muito lixo produzido? Que nada: apenas 75 caminhões recolhem os resíduos solídos de toda a cidade e, boa parte dele, é queimada para produzir energia e aquecer as residências.
Vale lembrar que as preocupações ambientais atravessam as fronteiras de Estocolmo e sempre foram pauta importante da Suécia. Em cem anos, o país já conseguiu dobrar sua área de florestas graças a políticas como a que obriga a indústria madeireira a compensar cada árvore cortada com 4 novas mudas e a investir parte de seu rendimento em pesquisas voltadas para o meio ambiente e energia. Além disso, as empresas que quisererem fazer investimentos desse tipo recebem subsídios governamentais. Bom né? Rumo certo para que seja possível pensar o futuro!



Decepções à parte pela saída do Brasil da Copa, os jogos continuam e entram na reta final. Agora, não só a seleção brasileira precisa se preparar para o próximo mundial, mas o Brasil como um todo, já que seremos os anfitriões. Durante essa semana vocês puderam acompanhar pelo twitter e pelo facebook do Brasil 2020 a política de financiamento que o BNDES estabeleceu para a Copa de 2014. O banco pode conceder até R$ 400 milhões por cliente para a reforma dos estádios, desde que sejam obedecidas as exigências ambientais firmadas pelo Ministério dos Esportes. Na lista de ítens que devem ser observados estão:


efetiva no resgate da cidadania e da auto-estima, e na reinserção social de grupos marginalizados. Neste país de tantas histórias e culturas, o exemplo de hoje vem lá do Rio Grande do Sul, onde nasceu o “Reciclando Vidas”, uma oficina permanente de artesanato e reciclagem, do Instituto Penal de Viamão (IPV). Desafiados a instituir atividades que ocupem os detentos, ao mesmo tempo que proporcionem a reeducação e criem perspectivas de geração de renda para os presos, o Instituto fechou parceria com dois artesãos,
Jornal, garrafas PET, latas, embalagens Tetrapak e outros materiais que iriam parar no lixo são, agora, a matéria-prima das oficinas de reciclagem, realizadas duas vezes por semana com os detentos, aprendizes de artesãos. Pulseiras, sacolas, móbiles, porta jóias, puffs e barcos decorativos são alguns dos produtos fabricados durante as atividades.

2,5 planetas Terra: é o que seria necessário para a manutenção do nosso padrão atual de consumo. O jornalista Reinado José Lopes, em matéria para a Folha do dia 05/06, retomou uma metáfora interessante para explicar e tornar mais palpável o significado disso: “se os recursos naturais da Terra fossem o saldo de uma conta bancária, a humanidade já estaria usando o cheque especial para sobreviver, gastando 45% a mais do que o seu salário permite.”
















