ESTOCOLMO: A CAPITAL VERDE DA UNIÃO EUROPEIA

1 de setembro de 2010
http://twixar.com/NKp

fonte: http://twixar.com/NKp

760 quilômetros de ciclovias construídas na área metropolitana. Mais de 25% do lixo reciclado. Garis ganhando entre 5 e 8 mil reais. Moradores fiscalizando uns aos outros e garantindo que os resíduos sólidos sejam desprezados corretamente. Não cumpriu o combinado? Multa. Eis um pouquinho do que acontece em Estocolmo, escolhida pela União Europeia como sua capital verde, como uma maneira de estimular outras cidades e países a seguirem o exemplo sueco e aproveitarem o que já foi aprendido por lá.

Tantos avanços e números que colocam Estocolmo muito à frente de outras grandes cidades do mundo quando o assunto é meio ambiente se devem a uma política de planejamento urbano de médio e longo prazo, e ao envolvimento de toda a população no cuidado do espaço público. É claro que a educação dos cidadãos para uma consciência coletiva e ambiental não foi construída de uma hora pra outra e muito menos sem polêmica. Grande parte da aderência da população ao modelo de vida mais sustentável foi conseguida através da instituição de multas e taxas. Quem quiser circular no centro da cidade, por exemplo, tem que pagar uma quantia equivalente a R$4,50. Rendeu muita polêmica no início mas, diante dos resultados visíveis a todos os que vivem e circulam por Estocolmo e que já podem usufruir de um trânsito mais leve, a restrição é, hoje, apoiada pela maior parte das pessoas (cerca de 70%).

E quando a expansão equilibrada do espaço urbano é problema de canto a canto do mundo, 95% dos habitantes de Estocolmo podem se dar ao luxo de dizer que moram a apenas 300 metros de alguma área verde. São mais de 800 mil habitantes. Muito lixo produzido? Que nada: apenas 75 caminhões recolhem os resíduos solídos de toda a cidade e, boa parte dele, é queimada para produzir energia e aquecer as residências.

Vale lembrar que as preocupações ambientais atravessam as fronteiras de Estocolmo e sempre foram pauta importante da Suécia. Em cem anos, o país já conseguiu dobrar sua área de florestas graças a políticas como a que obriga a indústria madeireira a compensar cada árvore cortada com 4 novas mudas e a investir parte de seu rendimento em pesquisas voltadas para o meio ambiente e energia. Além disso, as empresas que quisererem fazer investimentos desse tipo recebem subsídios governamentais. Bom né? Rumo certo para que seja possível pensar o futuro!

NO RITMO DA DANÇA!

17 de agosto de 2010
Tranformar energia cinética, ou o movimento humano, em eletricidade. Aula de física? Não! Balada Verde! Essa é a última novidade em matéria de sustentabilidade, e mais um exemplo de que ser ecologicamente correto e cooperativo com o meio ambiente está longe de ser sinônimo de chatisse e desconforto.

Que tal gerar energia enquanto você dança, caminha, pula, se diverte? A primeira experiência foi feita na danceteria Watt, em Roterdã, na Holanda, onde foi instalada uma pista especial, capaz de transformar o agito em energia. Além dessa atração principal, disputada por mais de 1500 clientes semanalmente, os banheiros são adaptados para aproveitarem água da chuva, e o cardápio completa o lifestyle ecológico, com várias opções de bebidas orgânicas.

Pista do Expresso 2222

Pista do Expresso 2222

Em Londres a ideia também já conquistou adeptos. A Surya  entrou na onda verde e, além da pista geradora de energia, tem sistema especial de ventilação e aproveitamento da luz solar. E pra quem achou que a novidade ainda vai demorar pra estreiar por aqui, uma surpresa: o Camarote Expresso 2222, do cantor e compositor Gilberto Gil, já experimentou a pista holandesa no último carnaval. Toda a estrutura do local foi pensada para diminuir o gasto de energia e o impacto ambiental: energia elétrica vinda de fonte hidráulica, lâmpadas de baixo consumo e nada de microondas e outros aparelhos campeões de consumo!

Todas essas ações estão unidas pela Sustainable Dance Club, ligada ao grupo LG, que já investe na expansão do projeto para que ele chegue às ruas a partir de 2011. Um protótipo de 8 metros foi instalado em Toulouse, na França: durante duas semanas, pedestres puderam passar pela calçada e gerar, em média, 60 watts de energia cada um. Boa ideia para a Copa de 2014, não?

PLÁSTICO À BASE DE CANA: UMA APOSTA PARA A INDÚSTRIA BRASILEIRA

25 de julho de 2010
fonte: http://migre.me/ZSCl

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No próximo verão as praias e piscinas brasileiras terão um novo personagem: toda a linha da Sundown, da marca Johnson & Johnson, sairá de fábrica em embalagens verdes, feitas com plástico de etanol. Mas não serão só essas as opções no mercado: os refis dos sabonetes cremosos de erva-doce, da Natura, passarão a ser embalados com material 100% feito da resina de cana-de-açucar, e poderão ser identificados pelo consumidor através de um selo preparado pela empresa.

Além dos ítens para o mercado cosmético, a indústria de brinquedos também promete estender suas ações ambientais: o jogo Banco Imobiliário, da Estrela, é um exemplo de produto cujas peças já são de plástico de etanol e, a ideia, é ampliar as opções em breve, quando o Brasil ganhará uma fábrica petroquímica em Triunfo, no Rio Grande do Sul.

200 mil toneladas de bioplástico por ano: essa é a capacidade de produção da primeira fábrica do Brasil a produzir plástico à base de etanol em grande escala. A Braskem está à frente do empreendimento, que já promete mudanças no processo produtivo de empresas brasileiras dispostas a incorporar a “nova” matéria-prima na fabricação de seus produtos. Entre as vantagens do plástico de etanol (produzido a partir da cana-de-açucar) em relação a outros tipos biodegradáveis, como o feito a base de milho, está a resistência – o que o torna uma opção na fabricação de embalagens – e a possibilidade de ser reciclado, assim como ocorre como o plástico tradicional, feito com petróleo.

Para Bernardo Gradin, presidente da Braskem, o Brasil pode despontar como uma liderança mundial no desenvolvimento da química renovável. Quem sabe não estamos dando um grande e decisivo passo para que cresçam os investimentos da indústria química em tecnologia?

TI VERDE

15 de julho de 2010

Embora ainda tenhamos muito o que avançar, a reciclagem tem sido uma prática cada vez mais presente no nosso dia-a-dia. Aos poucos os postos de coleta estão se multiplicando, assim como as campanhas e iniciativas que estimulem o cidadão a dar um fim mais consciente aos plásticos, metais e papéis de que faz uso. Mas em sociedades cada vez mais informatizadas e ligadas às tecnologias eletrônicas, como lidar com outras formas de lixo? Mais que isso, como incluir a preocupação ambiental nos processo produtivos desses objetos de que fazemos uso, pensando neles não só na hora de descartá-los? A chamada TI Verde, ou Green IT, responde a algumas dessas questões.

A TI (Tecnologia da Informação) Verde se propõe a pensar e implementar práticas sustentáveis em todos os momentos do “ciclo de vida” de materiais eletrônicos, incluindo a energia envolvida no seu funcionamento: produção, gerenciamento e descarte desses materiais estão, portanto, incluídos.

Essa eficiência no uso de recursos não só reduz o impacto da empresa/produto no meio ambiente, como pode significar diminuição de custos a médio e longo prazo. No que diz respeito à energia, por exemplo, que corresponde a uma boa parte dos gastos em empresas com cargas pesadas de TI (muitos computadores e servidores funcionando, por exemplo), projetos como o SleepServer podem proporcionar uma economia de até 75% de energia, ao deixarem os computadores em estado de baixo consumo.

O Itaú Unibanco também é um exemplo de como mudanças simples podem ajudar a natureza e o bolso. Só em 2009, 583 árvores poupadas, 590 mil reais que deixaram de ser gastos e 92 toneladas de gás carbônico a menos na atmosfera. Tudo isso às custas de uma simples troca: adeus aos monitores de tubo e boas vindas aos monitores de LCD. O banco também implantou uma política de descarte correto de e-lixo (lixo eletrônico), através da qual consegue aproveitar 98% do material que coleta internamente; além de estar substituindo as reuniões presenciais por teleconferências: mais rápidas, mais limpas, mais baratas para a instituição.

Em entrevista sobre o tema, Pablo Hess, biólogo e editor das revistas de tecnologia Linux Magazine e Easy Linux, dá uma dica interessante para quem quer começar a repensar as práticas de TI: vale a pena dar uma olhada na lista Green 500, que reúne os melhores computadores do mundo, não só do ponto de vista da capacidade de processamento, mas do uso eficiente de energia.

Algumas dicas simples e que podem ajudar a sua empresa:

  • Controle o uso de papel, use rascunhos sempre que possível e opte por imprimir em papel reciclado. Já existem sistemas de controle de impressão no mercado, que acabam contribuindo para tornar as impressões mais criteriosas;
  • Troque seus monitores por modelos LCD, que são bem mais econômicos que os convencionais; 
  • Ajuste seu micro para ficar em estado de espera quando não estiver sendo usado e para usar o modo de energia mais econômico;
  • Desligue os aparelhos periféricos que não estão em uso, como impressora, HDs externos, scanner e alto-falantes;

DE OLHO NA ÁFRICA E NO BRASIL 2014

5 de julho de 2010

Decepções à parte pela saída do Brasil da Copa, os jogos continuam e entram na reta final. Agora, não só a seleção brasileira precisa se preparar para o próximo mundial, mas o Brasil como um todo, já que seremos os anfitriões. Durante essa semana vocês puderam acompanhar pelo twitter e pelo facebook do Brasil 2020 a política de financiamento que o BNDES estabeleceu para a Copa de 2014. O banco pode conceder até R$ 400 milhões por cliente para a reforma dos estádios, desde que sejam obedecidas as exigências ambientais firmadas pelo Ministério dos Esportes. Na lista de ítens que devem ser observados estão:

  • Coleta seletiva do lixo;
  • Aproveitamento da água das chuvas nos banheiros e na irrigação dos gramados;
  • Reciclagem do material de demolição;
  • Uso de biocombustível;
  • Otimização da ventilação e iluminação, com aproveitamento da luz solar.

Enquanto as nossas obras não começam e os olhos do mundo ainda estão vontados para o outro lado do Atlântico,  como será que a África do Sul está lidando com a questão ambiental? Será que sobrou algum espaço para o meio ambiente também ser a bola da vez, além da Jabulani?

Gabriela Jardim é jornalista e voluntária da Fifa nos jogos de 2010. Ela escreveu um post especial para o Brasil 2020 contando suas impressões sobre questões de infraestrutura e de organização, relacionadas ao meio ambiente. Confira:  

DIRETO DA ÁFRICA…

Depois de um mês em Joanesburgo, África do Sul, no meio do turbilhão que é uma Copa do Mundo, consegui perceber o porquê de as ruas aqui serem tão sujas. Estou morando no centro de Joanesburgo e, por aqui, o que menos vemos são lixeiras. As pessoas simplesmente não têm o hábito de jogar lixo no lixo.

No estádio Soccer City, aqui na cidade, o máximo que vi até agora foi separação entre o lixo orgânico e o lixo reciclável (como indica a foto a seguir). Quando não é dia de jogo ou treino, as lixeiras do estádios ficam inclusive sem saco plástico. O resultado disso é um estádio sujo e muitas garrafas de plástico espalhadas pelas ruas.

Programa Oficial da FIFA

Entretanto, com o objetivo de tornar a Copa do Mundo um evento mais sustentável, que agrida menos ao meio ambiente, a FIFA estabeleceu o Green Goal, programa oficial responsável por questões de cunho ambiental. Com sede em Cape Town, o Green Goal orientou a construção dos estádios com base nos ítens (retirados do blog da arquiteta Lilian de Oliveira, Gol da Arquitetura):

  • Água: armazenamento de água de chuva para irrigação – uso racional da água potável;
  • Resíduos: para limitar a geração de lixo durante os eventos, a Fifa recomenda a reutilização de copos, a coleta seletiva e a venda de comidas e produtos sem embalagem;
  • Energia: uso de energia proveniente de placas fotovoltáicas se possível e procedimentos que reduzam o uso de ar-condicionado;
  • Transporte: estímulo do transporte público e mecanismos mais saudáveis.

Na realidade, o que vi e descobri até hoje no Soccer City e na cidade de Joanesburgo foi o não cumprimento dos itens 2 e 4. Refrigerantes e cervejas foram distribuídos, a princípio, nas garrafas (PETs), mas sem tampa. Após alguns jogos, a cerveja começou a ser distribuída em copos de plástico.

Quanto ao transporte coletivo, aos domingos, os onibus não funcionam. Isso significa que não há como chegar aos estádios, nem em dia de jogo. A única saída é utilizar as mini-vans, chamadas, aqui, de táxi. Uma forma coletiva e “clandestina” (já que não é fiscalizada pelo governo) de transporte na cidade.

Já quanto à limitação da geração de lixo e à reutilização, percebi uma grande diferença em relação ao Brasil: não existe lixeira nos banheiros. Os únicos banheiros com lixeira que encontrei foram aqueles que o púbico em geral usa em dias de jogos. Tirando isso, sem lixeiras.  

PRÁTICA SUSTENTÁVEL

Até agora, pelo que tenho observado, a África do Sul ganha do Brasil em um quisito que tange a sustentabilidade: as pessoas aqui comprarem as sacolinhas de plástico de supermercado.  É a mesma lógica de Toronto, explicada no blog do Brasil 2020, no post “As mil faces do plástico”. Aqui, uma sacola de plástico custa R0.33 (trinta e três centavos de rands), o que pode parecer insignificante, mas que certamente inibe o uso indevido desse material. No supermercado, percebi que as pessoas preferem carregar as compras nas bolsas a usarem  sacolas plásticas.

A ideia de comprar a sacola de plástico do supermercado me parece fantástica! Afinal, une a vontade de mudar o mundo e o bolso! Combinação perfeita para que o ser humano se sensibilize a construir um Brasil 2020! Quem sabe com essa tática, a estimativa de 1,5 milhão de sacolinhas por hora gastas no Brasil não seria menor? Fica aqui uma lição direto de Joanesburgo, África do Sul.

ECO DESIGN

29 de junho de 2010

Quem nunca se sentiu atraído por um belo poster de divulgação de um filme? Muitas vezes eles são tão bonitos e criativos, que acabam se tornando um show à parte dentros dos cinemas, não é mesmo? Mas o que fazer com esse material depois que ele sai das salas de exibição e que termina o trabalho de divulgação dos filmes? Colocar no lixo, certo? Errado! Esse material será usado pra virar arte nova! 

fonte: http://migre.me/T5Vj

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A criatividade e a cor dos banners de lona podem ganhar vida longa pelas mãos de outros artistas. No post passado falamos sobre o projeto “Reciclando Vidas”, de Porto Alegre, e logo logo nos chegaram outros exemplos de como a reciclagem pode mudar a vida das pessoas.

O projeto de hoje, Filó Cabruêra, vem diretamente do Jardim Pantanal, um bairro da periferia de São Paulo. De lá saem bolsas e outros acessórios criados a partir de banners velhos, doados por empresas. Antônio Hermes de Souza é o idealizador do Filó, que capacita e qualifica profissionais de corte e costura para transformarem sua própria arte em fonte de renda e de cidadania.

Artesão, educador, nordestino, ex-dependente químico e ex-presidiário são alguns dos papéis sociais já assumidos por Antônio, para quem reciclar materiais foi o caminho encontrado para reinventar a própria vida e driblar os preconceitos de que foi vítima. “Reciclado” de Souza é como se define esse homem, que também fundou o NUA (Nova União da Arte), dentro do qual o Filó Cabruêra é apenas um entre vários outros projetos envolvendo comunidades carentes de São Paulo.

“Cabruêra chegou com ousadia e determinação na sua proposta, para lutar contra os obstáculos que não dão outra voz que não seja a voz da violência aos jovens das comunidades em situação de vulnerabilidade. Cabruêra chegou para abrir horizontes, dar ao jovem o direito de sonhar e de se expressar através de seus sonhos e de suas habilidades.” Antônio Hermes de Souza

Fonte: http://migre.me/T5Vj

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A produção de bolsas a partir de banners começou em 2007 e foi fruto do acaso. O NUA estava encarregado da produção de bolsas para uma mostra internacional de cinema. Por que não usar os posters dos filmes? O resultado agradou e passou  a interessar a outras empresas. Hoje, de pequenas bolsas a malas de viagem, com preços que variam entre R$5,00 E R$50,00, os artesãos de Cabruêra vendem seus produtos e geram renda através de uma atividade responsável social e ambientalmente. 

Se você gostou da ideia e quer se tornar um parceiro para que mais jovens possam ser antendidos pelo NUA, entre em contato com o projeto pelo e-mail novauniaodaarte@yahoo.com.br

RECICLANDO VIDAS

22 de junho de 2010

Ocupação aliada à preservação ambiental: uma combinação simples, mas que pode contribuir de forma muito Oficina de artesanatoefetiva no resgate da cidadania e da auto-estima, e na reinserção social de grupos marginalizados. Neste país de tantas histórias e culturas, o exemplo de hoje vem lá do Rio Grande do Sul, onde nasceu o “Reciclando Vidas”, uma oficina permanente de artesanato e reciclagem, do Instituto Penal de Viamão (IPV). Desafiados a instituir atividades que ocupem os detentos, ao mesmo tempo que proporcionem a reeducação e criem perspectivas de geração de renda para os presos, o Instituto fechou parceria com dois artesãos, Maíra Fontoura e Ricardo Rocha.

Oficina de ArtesanatoJornal, garrafas PET, latas, embalagens Tetrapak  e outros materiais que iriam parar no lixo são, agora, a matéria-prima das oficinas de reciclagem, realizadas duas vezes por semana com os detentos, aprendizes de artesãos. Pulseiras, sacolas, móbiles, porta jóias, puffs e barcos decorativos são alguns dos produtos fabricados durante as atividades.

A ideia é que esse seja um projeto modelo, que possa ser extendido a outras casas do sistema penitenciário do Estado, e que ele seja não só fonte de perspectivas para seus participantes, mas um ponto de virada para o próprio IPV, rumo à implementação de práticas ecológicas.

Porta jóias feito em papel Artesãos aprendizes

 

 

 

 

 

 

No vídeo abaixo você conhece um pouco mais do trabalho da Maíra, que conduz as oficinas no IPV, e aprende a transformar uma latinha de creme de leite em um porta-lápis:

O QUE VOCÊ TEM FEITO?

14 de junho de 2010

Chegar ao Brasil 2020 de uma forma diferente, mais sustentável, mais consciente, mais razoável para o planeta e para cada um de nós, é perfeitamente viável, porque ações aparentemente pequenas, que fazem parte do nosso dia a dia, podem fazer a diferença. Temos visto e aprendido sobre isso aqui no blog, onde procuramos reunir exemplos de empresas, campanhas, projetos e demais iniciativas voltadas para uma política respeitosa em relação ao meio ambiente. Mas, a partir de agora, também queremos reunir exemplos dados por você, leitor, que na sua casa, com a sua família ou na sua pequena empresa, também tem feito a diferença. Se você tem algum bom exemplo pra compartilhar, grave seu vídeo e envie pra forumbrasil2020@gmail.com . Afinal, o Brasil 2020 pode ser construído todo dia, de cada canto do planeta, e você pode ajudar!

Hoje, a Vanessa e o Edney dividem com a gente um pouco do que eles têm visto e feito pelo planeta!

A TERRA ESTÁ COM FEBRE

8 de junho de 2010

terra2,5 planetas Terra: é o que seria necessário para a manutenção do nosso padrão atual de consumo. O jornalista Reinado José Lopes, em matéria para a Folha do dia 05/06, retomou uma metáfora interessante para explicar e tornar mais palpável o significado disso: “se os recursos naturais da Terra fossem o saldo de uma conta bancária, a humanidade já estaria usando o cheque especial para sobreviver, gastando 45% a mais do que o seu salário permite.”

Para fazer esse cálculo, que relaciona os hábitos de vida modernos com a capacidade do planeta de sustentá-los a médio e longo prazo (levando em consideração os fornecimentos de água, alimento e energia, e os recursos usados na produção do que é consumido), foi criado o conceito de “ecopegada” ou “pegada ecológica“. Seria, portanto, uma espécie de termômetro, que mostra, em hectares, a fatia da Terra necessária ou gasta para produzir os bens e serviços implicados na manutenção do estilo de vida de uma pessoa, um grupo, ou, ainda, de um país. 

A média de consumo do mundo atualmente gira ao redor de 2,6 hectare por pessoa, quando o ideal e o que é viável ambientalmente está na casa do 1,8 hectare/pessoa. Se falarmos do padrão europeu e americano, isoladamente, a “pegada” é ainda maior: nesse caso precisaríamos não de 2,5, mas de 3,5 a 5 planetas!

Produtos que afetam simultaneamete o uso do solo, de água e a emissão de gases de efeito estufa, têm mais peso no cálculo da pegada ecológica. É o caso da carne de boi, por exemplo: 1Kg de carne vermelha implica no gasto de 4000 litros de água, fora a área implicada nas pastagens e a emissão de gás metano pelos animais. Se você quiser calcular o tamanho da sua pegada, clique aqui.

E, se você está preocupado em diminuir sua pegada, um bom começo está em incorporar no dia-a-dia o trinômio REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR. Embora seu emprego seja mais comum para se referir ao lixo, é possível torná-lo mais abrangente, aplicando-o, sempre que possível, a todos os nossos hábitos: reduzir o banho, reduzir os resíduos sólidos, reduzir o uso do carro. Reutilizar sacolas, reutilizar embalagens, roupas, papel. Reciclar plástico, vidro, papelão, ideias. Recriar. Exercitar. Repensar. Parece o caminho para abaixar o termômetro da Terra.

AS MIL FACES DO PLÁSTICO

1 de junho de 2010

Dá pra imaginar a vida sem o plástico? Basta uma olhadinha rápida ao redor e fica fácil perceber o quanto essa matéria prima está presente e tem importância no nosso dia-a-dia: de brinquedos aos artesanatos, da construção civil à indústria têxtil e farmacêutica, da decoração a odontologia. Nas escolas, hospitais, casas, aviões, veículos, computadores. Áreas do conhecimento e espaços tão diferentes, mas unidos pelo uso de inúmeros tipos de plástico.

Peça da Campanha "Saco é um Saco": os estragos causados por um descarte mal feito

Peça da Campanha "Saco é um Saco": os estragos causados por um descarte mal feito

Mas quando o assunto é poluição ambiental, o plástico ainda assume ares de vilão: há muito o que se avançar rumo à implementação de sistemas eficazes de gestão de resíduos sólidos urbanos, aptos a tratarem o lixo e, a partir dele, gerarem energia e novos produtos.  

Ao lado dos vidros e alumínios, o plástico está na lista dos materiais que mais demoram a se decompôr. O processo pode levar de 100 anos a 400 anos, ou seja, algumas gerações! E os números assustadores não param por aí. Sabe as sacolinhas de supermercado de que fazemos uso? Pois é. Por ano a humanidade consome quase um trilhão delas. Muito, né? Só no Brasil, segundo dados da campanha “Saco é um Saco“, são distribuídas cerca de 1,5 milhão de sacolinhas por hora! E esse volume todo acaba voltando pra natureza e, o pior, através de um descarte feito muitas vezes de forma completamente inadequada, que acaba sacrificando a vida de animais e plantas.

O problema desencadeado pelo mau uso de sacos plásticos é tão grande, que em algumas cidades do mundo, como Toronto, no Canadá, eles já estão sendo vendidos. No momento de pagar pela compra feita, o caixa pergunta se o cliente precisa de uma sacola. Se sim, 5 centavos de dolar são acrescentados à conta. Parece pouco, mas é útil na tarefa de fazer o consumidor sair do “automático”. Ao pensar se realmente precisa, grande parte das pessoas acaba descobrindo que não e deixando a sacolinha pra trás ou aderindo à sacola retornável. Essa iniciativa de Toronto se tornou lei e faz parte de uma estratégia da prefeitura que pretende reduzir 70% dos resíduos sólidos da cidade até o final deste ano. A soma de todas as sacolas que a população de Toronto utiliza é responsável por quase 3 mil toneladas a mais nos aterros sanitários da cidade.

No Brasil, a utilização e a disponibilidade de sacolas retornáveis em estabelecimentos comerciais têm se tornado cada vez mais comum e rendido descontos aos clientes que optam por elas. Também possuímos grandes exemplos de campanhas e empresas que se propõem a repensar o uso do plástico, buscando alternativas de produção e descarte mais viáveis para o meio ambiente e, consequentemente, melhores pra todos nós. O projeto “Saco é um Saco”, do Ministério do Meio Ambiente, é um desses exemplos e dá dicas importantes para diminuir o volume de sacolas:
  • Sempre que possível, opte pelos modelos retornáveis e tenha sempre uma sacola dessas à mão;
  • Use formas alternativas ao plástico para embalar suas compras: pode ser caixas de papelão, carrinhos ou sacolas de feira;
  • Use a capacidade máxima das sacolas;
  • Reduza a quantidade de sacolas para colocar lixo. O lixo seco (reciclável) não precisa ser desprezado dentro de sacolas plásticas;
  • Espalhe esses hábitos e ensine outras pessoas a diminuir o uso de sacolas. Se aprendemos a usá-las, também podemos aprender outras formas mais saudáveis pra nós e para o planeta.

“Queremos ser a principal empresa do setor químico na contribuição para a sustentabilidade.” Jorge Soto – Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem

Jorge Soto

Jorge Soto

No setor empresarial, a Braskem é um dos destaques brasileiros nos processos produtivos envolvendo plástico: em parceria com a FAPESP, investe no desenvolvimento de polímeros verdes, ou seja, plásticos produzidos com matéria-prima 100% renovável. A equipe do blog Brasil 2020 entrevistou Jorge Soto, Diretor de Desenvovimento Sustentável da empresa:

Por que a Braskem optou por uma política voltada para a sustentabilidade?
O que a Braskem tem feito para a construção do Brasil 2020 e de um mundo mais sustentável?
Por que a Braskem apoia a Campanha Brasil 2020?